CINEdoMARK: Batman - O Cavaleiro das Trevas

Postado em 02 de August de 2008 por Mark

Bom, pra variar, estamos um pouco atrasados. Assisti ao filme na estréia, porém… problemas técnicos e falta de tempo impediram que esta (super) crítica fosse escrita. Sem mais delongas (já perdemos tempo demais), vamos lá:

Batman - O Cavaleiro das Trevas, que estreiou semana passada, já começou a causar a frenesi dos fãs há algum tempo, lá em março de 2007, quando uma certa campanha chamada “Eu acredito em Harvey Dent” entrou no ar. Depois disso desenrolou-se uma das (ou A) maiores campanhas publicitárias da história (um certo leãozinho dourado já tem destino definido no ano que vem, né 42 Entertainment?). Muita gente se questionou, será que o filme está a altura de toda essa jogada de marketing? Bem, como profissional do meio (publicidade) e cinéfilo, posso afirmar: Se a campanha foi um grande arranha-céus, o filme é praticamente uma das torres petronas.

Sim, O Cavaleiro das Trevas vai MUITO além de Batman Begins, MUITO além de qualquer outra coisa que tenha sido vista - relacionada a quadrinhos no cinema -(me perdoe Peter Parker, mas a tentação foi maior e a carne é fraca).

Vamos ao filme, tudo começa com o Coringa - preciso dizer que Heath Ledger roubou a cena? o filme? o ano? o oscar? acho que não né? :) - colocando em prática um de seus ardilosos planos. Passamos então para a cruzada de Gordon (interpretado por um dos meus ídolos mór Gary Oldman, também conhecido como Drácula e Sirius Black) e do próprio Batman contra a corrupção que assola (numa proporção um pouco menor do que no primeiro filme) Gotham City. No meio disso tudo, surge um terceiro elemento, O Cavaleiro da Luz (achei melhor do que usar o Branco, já que a tradução usada pro Batman é cavaleiro das trevas), Harvey Dent o novo promotor público que está disposto a TUDO para limpar as ruas da escória corrupta e da violência e será de vital importância na parte final do filme, dando a tônica do encerramento. Dito isto, temos nosso quarteto apresentado.

Em O Cavaleiro das Trevas, o Coringa parte para uma abordagem mais violenta, mais psicótica, mais crua, mais visceral - muito longe da primeira versão feita por Jack Nicholson (que me perdoe, perdeu, neste filme, o título de o Coringa Definitivo). Tramando de maneira sórdida, o maníaco do terno roxo acaba conseguindo colocar toda Gotham City contra o Batman, tentando forçá-lo a revelar sua verdadeira identidade, se revelando uma pessoa sem limites, indo muito além do que o próprio Batman consegue entender. O coringa se mostra um vilão cuja maldade não tem nenhum objetivo além dela mesmo. Não há dinheiro, poder ou qualquer outra coisa que o motivo, além da sadicidade intrínseca do personagem. Ou como diz o grande Alfred, ele só quer ver o circo pegar fogo.

Em contra-partida a todos esses acontecimentos o próprio Bruce Wayne (novamente brilhantemente interpretado por Christian Bale), acaba colocando à prova todas as suas convicções, inclusive seu destino como vingador mascarado. Toda essa dúvida é fomentada pela bela (pero no mucho) Rachel Dawes (obrigado Nolan, Joey de Dawson`s Creek, num filme do Batman, era no mínimo, parafraseando o Coringa: uma piada de mau gosto) que é o amor de Bruce Wayne.

Várias outras coisas acontecem, até aí, ainda não chegamos a metade do filme, que é onde tudo começa a se desenrolar de maneira mais rápida e clara. O filme caminha pro seu desfecho, com o bem, defendido por Batman de um lado e a crueldade desmedida do Coringa na outra, fazendo com que Gotham precise escolher um dos dois lados. O filme ainda tem mais um ponto alto, que surpreende quem assiste e que obviamente não vou contar porque estragaria toda a graça :P

Por fim, minhas considerações: SIM, é o grande filme do ano. Talvez, dos últimos anos. PARE TUDO E VÁ AGORA ASSISTIR! MAS CUIDADO, O FILME TEM UMA MENSAGEM MUITO FORTE. O Batman definitivo, o Coringa definitivo. Enquanto um existir  o outro existirá (sim, como em A Piada Mortal), eles se completam. O bem e o mal, Yin e Yang. Distintos mas muito próximos.

Fique Ligado:

A mágica que o Coringa faz quando encontra a máfia é de arrepiar. Heath Ledger fez um trabalho estupendo, iniguilável, realmente se mostrando um mainstream actor. O cara realmente era foda e fará MUITA FALTA, principalmente se o coringa for voltar no próximo filme.

Harvey Dent diz: Ou você morre um herói ou vive o suficiente para se tornar o vilão. Preste atenção nessa frase, ela vai te deixar angustiado ao fim do filme.

Bat-Pod: EU QUERO UMA MOTO DAQUELAS! (Mas ainda prefiro o Tumbler).

3 Comments

  1. Jairo Jair
    em 02 de August de 2008

    Como sempre Mark supera minhas expectativas, parabéns pequeno urso…

  2. Juliana
    em 02 de August de 2008

    Olá!
    É verdade,o filme deveria se chamar ” O Coringa” ,pq ele realmente roubou a cena,coisa rara de acontecer com um vilão.
    Pena que ele tenha falecido,mas com certeza fechou a sua carreira com chave de ouro.
    Beijos.

  3. Helô
    em 02 de August de 2008

    Como Jairinho disse, superou minhas expectativas Mark. Deu até vontade de ir ver o filme depois desse relato todo :P
    Beijo

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